O Salto da Liderança | 031: Liderança e o Natal: Não basta Ser Humano em dezembro

Olá, Astronauta 🖖🧑🚀.

Espero que estejas bem.

Tenho estado ausente e em silêncio a evoluir. Na Tribo de Líderes e Macro Consulting temos estado a entregar o nosso melhor aos nossos clientes e a preparar um ano épico de 2026 e, em jeito de desvendar o véu, digo-te que vêm aí muitas novidades!

Fica atento/a que temos muitas coisas a caminho e a primeira começa já no dia 9 de janeiro do novo ano que se avizinha 🧐…

Até lá, deixo-te um artigo novo.

Espero que gostes.

Liderança e o Natal: Não basta Ser Humano em dezembro

Dezembro.

Chegamos àquela altura do ano em que a humanidade se lembra de ser humana.

Três semanas de empatia intensiva. Um mês de consciência social. Dois dias por ano em que nos tornamos pessoas melhores, quase por decreto, como se dezembro tivesse superpoderes morais e o resto do calendário fosse apenas manutenção.

E, como diria José Saramago, isto tem muito que se lhe diga.

No famoso vídeo que circula todos os anos por esta altura, Saramago observa que o Natal se tornou uma espécie de anestesia emocional: uma pausa reconfortante onde exercemos uma bondade concentrada, antes de regressarmos ao habitual estado de distração, indiferença e egoísmo prático que governa tantas relações humanas.

No seu texto “Mensagem de Natal”, escrito em 2007, ele avisava com ironia afiada:

“Ser bom no Natal é como ser sério no Carnaval.”

E é impossível não pensar na liderança quando ouvimos isto. Porque nas empresas, tal como na sociedade, existe uma emissão especial de Natal: uma espécie de programação temporária onde todos se lembram que a empatia é importante.

Súbito, multiplicam-se emails de “Boas Festas”, jantares de equipa com discursos que ninguém ouviria em julho, vídeos corporativos com frases sobre união, propósito e gratidão e líderes que passam o ano inteiro ausentes aparecem como figurantes de bondade de última hora.

Mas liderar não é um evento. Não tem horário especial. Não vive em dezembro.

O líder que só é humano no Natal é como o atleta que só treina no dia do campeonato. É bonito de ver, mas não engana ninguém.

A verdade é que as equipas sentem quando a humanidade é genuína e quando é episódica. Sentem quando o cuidado é prática e quando é teatro. Sentem quando a liderança é genuína e constante e quando é apenas presença em calendário.

E é aqui que a crítica de Saramago toca profundamente o mundo organizacional: não é a bondade do Natal que está errada mas sim a falta dela no resto do ano.

Nesta época, vemos líderes que durante meses não deram feedback, mas agora oferecem chocolates. Gestores que ignoraram a equipa em 362 dias, mas no último enviam uma mensagem a dizer que “somos família”. Organizações que tratam pessoas como números e depois escrevem cartões a falar de “coração”.

É um curto-circuito emocional. E a verdade é que as pessoas já não comem estes símbolos à colher.

O vídeo de Saramago aponta o dedo à hipocrisia coletiva; eu arrisco apontá-lo à liderança: o problema não é o Natal. É, sim, a sazonalidade da humanidade.

Ser humano em dezembro é fácil. O desafio é sê-lo em março, quando o orçamento aperta. Em maio, quando há conflitos para resolver. Em setembro, quando alguém falha e precisa de apoio em vez de julgamento.

A liderança exige constância moral e não moral decorativa.

E isto liga-se a algo maior: as equipas não procuram super-líderes. Procuram líderes coerentes. Que não apareçam apenas para discursos natalícios. Que não sejam faróis apenas quando o marketing manda. Que cuidem porque acreditam nisso, não porque o calendário assim o dita.

Parafraseando Saramago, se o Natal fosse vivido com autenticidade, seria desnecessário. Porque não celebraríamos apenas a bondade. Praticá-la-íamos.

Da mesma forma, se a liderança fosse vivida com autenticidade, não seria preciso “época de reconhecimento”, “campanhas de employer branding”, ou jantares para “motivar a equipa”. A motivação seria consequência de relações consistentes ao longo do ano.

Liderar é isto: uma persistência humana que não depende da época.

Liderar é um compromisso que não expira. É a coragem de estar presente quando não há laços, luzes ou música de fundo para suavizar a vida.

O Natal lembra-nos que conseguimos ser melhores. A liderança lembra-nos que temos de o ser todos os dias.

Um líder que só é humano em dezembro não é líder. E o mundo, as equipas e as pessoas precisam de residentes permanentes da humanidade.

Que este Natal não seja um intervalo moral, mas o sinal do que podemos ser o ano inteiro. E que a liderança que praticamos em janeiro seja a prova de que dezembro não foi um espetáculo, mas o ensaio geral do que escolhemos ser.

Abraço, 🧑🚀

Sérgio


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