O Salto da Liderança | 028: Make Leadership Great Again
Olá, Astronauta 🖖🧑🚀.
No outro dia, escrevi um post opinativo sobre um senhor que usa um chapéu parecido com o da imagem abaixo.

E ainda no seguimento desse post – porque o homem do cabelo amarelado faz-me refletir muito sobre Liderança – deu-me para escrever o artigo de hoje intitulado:
Make Leadership Great Again
“Make America Great Again” foi um slogan que marcou uma era. Polarizou, mobilizou e, gostemos ou não, ficou gravado no imaginário coletivo. Mas olhando para o mundo de hoje, talvez o que mais precisamos não seja de slogans políticos, mas de um novo compromisso com algo mais fundamental: a liderança. Porque, sejamos honestos, vivemos uma crise de liderança.
Há líderes em cargos políticos que parecem mais interessados em vencer eleições do que em servir pessoas. Há gestores que confundem “mandar” com “liderar”. Há empresas que se vangloriam de ser “as melhores para o mundo”, mas continuam a tratar as pessoas como peças substituíveis.
O resultado está à vista: descrença, desmotivação, cinismo. E, no entanto, se olharmos para a História, percebemos uma coisa óbvia: sempre que o mundo avançou, foi porque alguém soube liderar de forma diferente.
Durante grande parte do século XX, um dos modelos mais influentes de gestão foi o de Jack Welch, o lendário CEO da General Electric.
Para muitos, Welch era a personificação da eficácia: cortava custos, vendia negócios menos lucrativos, premiava os melhores 20% e dispensava os piores 10% todos os anos. A lógica era simples e brutal: criar valor para o acionista, a qualquer preço.
Este paradigma funcionava numa época em que o sucesso empresarial era medido quase exclusivamente em resultados financeiros. As empresas eram vistas como máquinas, e as pessoas como engrenagens. Era a lógica industrial aplicada à gestão: previsibilidade, eficiência, comando e controlo.
Mas este modelo teve um custo.
Criou culturas de medo. Reforçou hierarquias rígidas. Ensinou-nos a olhar para os colaboradores como métricas, não como humanos. E deixou empresas mais obcecadas com o próximo trimestre do que com a próxima década.
Hoje, muitos ainda o romanticizam. Mas a verdade é que esse modelo já não funciona num mundo onde o talento é móvel, a inovação é descentralizada e a confiança é o capital mais valioso.
Foi neste contexto que surgiram vozes diferentes.
Jim Collins mostrou, no seu clássico Good to Great, que as empresas que perduram não são as mais agressivas nem as que têm líderes carismáticos, mas aquelas que são lideradas por “Level 5 Leaders”: pessoas humildes, discretas, mas ferozmente determinadas em deixar um legado maior do que elas próprias. Ao contrário do modelo do gestor-herói, Collins revelou que a verdadeira grandeza se constrói com disciplina, consistência e visão de longo prazo.
Simon Sinek deu outro passo importante nesta mudança de paradigma. Em Start With Why (Primeiro Pergunte Porquê), explicou que as pessoas não compram o que fazemos, mas o porquê de o fazermos, lembrando que um líder começa sempre pelo propósito. E em “Os Líderes Comem por Último”, talvez a sua obra mais poderosa, trouxe a ideia de que a liderança é sobretudo criar círculos de segurança.
Num mundo cheio de medo e competição, o papel do líder é garantir que as pessoas se sentem protegidas para arriscar, inovar e crescer. O verdadeiro líder, para Sinek, é aquele que põe o bem-estar da equipa acima dos seus próprios interesses, que serve em vez de se servir.
A diferença entre os dois paradigmas é evidente.
O velho via pessoas como recursos a gerir; o novo vê pessoas como seres humanos a liderar. O antigo colocava o acionista no centro; o novo coloca o propósito no centro. O modelo de ontem celebrava o gestor-herói; o de hoje pede líderes que servem.
O paradoxo é que, apesar de sabermos isto, ainda vivemos agarrados ao passado. Ainda promovemos chefes em vez de líderes. Ainda confundimos autoridade com autoritarismo. Ainda celebramos gestores brilhantes mas incapazes de criar culturas saudáveis. Ainda temos políticos que falam de futuro, mas governam com receitas do século passado.
A liderança, hoje, é uma espécie de boné vermelho. Todos a exibem, poucos a vivem.
Mas a História mostra-nos que os grandes líderes partilhavam sempre algo em comum: não eram perfeitos, eram humanos. Mandela mostrou que perdoar pode ser mais transformador do que punir. Churchill provou que a resiliência é mais forte do que o medo. Martin Luther King inspirou gerações com um sonho maior do que ele próprio. Gandhi ensinou que a não-violência pode ser a arma mais poderosa. Nenhum deles foi infalível, mas todos foram coerentes no essencial: lideraram em função de algo maior do que o seu ego.
Hoje, as exigências são diferentes, mas o desafio é o mesmo: precisamos de líderes que não confundam liderança com espetáculo.
No mundo empresarial, isso significa colocar a cultura ao nível da estratégia, compreender que uma equipa motivada vale mais do que um gráfico perfeito, perceber que lucros sustentáveis só existem se houver pessoas sustentáveis.
Na política, significa entender que governar não é vencer ciclos eleitorais, mas construir futuros para além de mandatos. Significa escolher o difícil porque é o certo, não o fácil porque dá votos.
E na sociedade significa reconhecer que todos nós, em maior ou menor escala, lideramos. No trabalho, em casa, na comunidade. Liderar é sempre um ato de serviço.
“Make Leadership Great Again” não é nostalgia… Não se trata de voltar ao passado, mas de resgatar o essencial. Significa recuperar a noção de que liderar é servir. Que liderar é criar segurança, não medo. Que liderar é ter coragem de ser vulnerável. Que liderar é pensar em gerações, não em trimestres.
O mundo já não aguenta líderes pequenos em cargos grandes. Já não suporta discursos bonitos sem exemplos vividos. Já não aceita estratégias brilhantes sem humanidade.
O futuro pertence a quem tiver a coragem de liderar com propósito. E esse, talvez, seja o verdadeiro “slogan” da nossa era: Tornar a liderança grande outra vez (Make Leadership Great Again).
Abraço, 🧑🚀
Sérgio
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